31/01/2019

Transição entre Trabalho e Casa

De segunda a sexta, das 9h às 18h, estou no escritório. Não tenho de levar trabalho para casa nem tenho tarefas extras que me ocupem tempo e sejam relacionados com o meu emprego. No entanto, existem momentos que sinto a minha mente a divagar mesmo quando já estou em casa. Não pode ser. Tenho de conseguir fazer a distinção sob pena de estar permanentemente alerta ou diminuir a qualidade do meu tempo livre.
Duvido que seja a única que passe por isto. Existem cada vez mais pessoas a adicionar horas extraordinárias ao seu dia-a-dia ou a levar tarefas extra para casa. Mesmo quando não lhes é exigido. 
Tempo pessoal é precioso. É vital para recarregar e começar o dia seguinte com energia, boa disposição e uma mente clara. 
A pensar nisso mesmo e para efetuar algumas mudanças na minha atitude, reuni um conjunto de atividades de transição. São gestos que ajudam o cérebro a criar uma barreira entre o trabalho e a hora de sair e desligar.


1.  Lavar as mãos e cara. Fechar os olhos e deixar a água fria escorrer pelo rosto.
2. Fazer uma pequena atividade no final do trabalho: sopa de letras online, ver algumas imagens agradáveis ou pequenos clips no youtube.
3. Criar uma barreira entre o trabalho e chegar a casa. Adicionar uma atividade que evidencie a separação entre estes dois momentos. Ir ao ginásio, passear no parque, fazer recados ou ver montras.
4. Se forem religiosos, terminar o dia de trabalho com uma pequena oração. Se não forem religiosos, podem simplesmente ter um momento de reflecção/meditação sobre o que estão gratos na vida (não tem de ser sobre o trabalho).

Para mim o mais fácil e o que implemento sem pensar é o trajeto para casa. Metro e depois um curto passeio a pé servem como elemento diferenciador dos dois momentos. Quando entro em casa, o tempo é meu e não do meu emprego.
Claro que é mais fácil falar do que fazer. Existem imensos dias em que continuo a falar de coisas que aconteceram ou pormenores engraçados. Mas tenho de me forçar a parar e mudar o tema. Mudar o chip. Senão a minha vida é facilmente invadida pelo trabalho.

Transição

22/01/2019

Zero Waste | 10 coisas que deixei de comprar

A minha resolução de levar um estilo de vida com o mínimo de desperdício tem corrido muito bem (melhor que o desafio de não gastar dinheiro em Janeiro - depois falamos disso). 
Claro que no início tive que investir um pouco em ferramentas para me ajudar a seguir este estilo de vida e houve vários momentos tentativa-erro. Por exemplo, ainda não achei a pasta dentífrica zero waste que goste ou ache eficaz. Vou fazer mais uma tentativa esta semana.
Mas houve imensos items que simplesmente deixei de comprar... Já não faziam sentido e as minhas escolhas mais ecológicas e duradouras tinham vindo para ficar.

Waste

1. Tampões e pensos higiénicos
O que eu já poupei com esta mudança! Meninas, sabiam que pagam taxa de luxo, 23%, em produtos de higiene íntima? Porque a menstruação é um luxo... por favor. Comprei o copo mentrual e alguns pensos de algodão e fiquei preparada para os próximos 10 anos. 

2. Fio dentário
Esta é da minha lista. O homem ainda usa, mas fio de algodão (sustentável) de carvão ativado e menta. Vem num frasquinho de vidro super fofinho e depois é só comprar as recargas. Já eu tenho a minha máquina do LIDL que funciona como o jato de água dos dentistas. Adoro-a e é super eficaz.

3. Pão
Não compramos pão feito. De todo. Compramos farinha Nacional que já traz uma mistura para a máquina e fazemos o nosso próprio pão. Pão branco, integral, de pizza... As possibilidades são imensas. A máquina até faz compotas!

4. Bolachas
Não me lembro da última vez que comprei bolachas... Mas passei o Natal a comê-las. Faço a massa na Yammi, uso o rolo da massa e estico, corto com as forminhas e coloco no forno. O cheirinho que fica na casa é simplesmente divinal. Além de que o sabor é ainda melhor. Posso fazer as bolachas que quero, quando quero e não me preocupo com desperdício plástico.

5. Sumos 
Este elemento foi fácil de remover. A última vez que comprei refrigerante foi no Continente. Uma bela garrafa de Coca-Cola Zero em vidro. Ainda a temos guardada para servir de exemplo que podemos continuar com os nossos hábitos desde que as marcas acompanhem o ritmo da mudança.
Mas deixámos de beber sumos. Compramos vinho, alguma cerveja mas nada de sumos de fruta ou refrigerantes tanto em garrafas da plástico como papel cartonado. Melhor para a saúde e ambiente.

6. Cápsulas de café
Deixei de comprar mas ainda tenho algumas lá em casa e a máquina também. Raramente usamos a máquina mas também não a vou deitar fora, seria totalmente oposto ao estilo de vida zero waste. Vou comprar uma ou duas cápsulas reutilizáveis e assim que o fizer fico com cafés garantidos para uma vida inteira.

7. Guardanapos e película aderente
Sempre comprei guardanapos de papel reciclado mas vinham embrulhados em plástico. Felizmente uma das minhas prendas de anos foi um bonito conjunto de guardanapos de algodão. Usamos, ponho na máquina e está pronto para outra. Tenho de comprar mais alguns mas já deixei de comprar guardanapos de papel. A película aderente era outro item da preguiça que servia para condicionar comida rapidamente. Agora temos os nossos Beeswax Wraps que preservam tudo muito melhor. Limão, gengibre, fruta, legumes. Desde que esteja embrulhado no Beeswax duram muito mais tempo no frigorífico.

8. Snacks, chocolates ou doces
Amendoins, chocolates ou gomas vem tudo embalado em pacotes de plástico. Deixei de comprar 99% destes produtos. O último 1% vai para os únicos chocolates que encontro que não contêm plástico. São normalmente embalados em cartão e alumínio e acho-os no Pingo Doce e no LIDL. Com avelãs inteiras, yamm! Uma pessoa pode manter alguns "vicíos", somos apenas humanos.

9. Detergentes
Detergente para o chão, gel de limpeza para o WC, spray para os vidros... Isso acabou lá em casa. Andamos a acabar os vinte mil produtos que temos, mas já comprei um detergente com produtos naturais, sem parabenos ou petroquímicos, e que posso usar para limpar a cozinha, WC, fornos, chão e até os vidros. A embalagem é de cartão e o interior de plástico reciclável.

10. Carne
Deixámos de comprar carne. Nada de frango, perú, coelho, porco, vaca (isso já nem antes) ou derivados como enchidos, fiambre ou mortadela. Não entra carne lá em casa. O nível de poupança é absurdo! Comemos peixe e imensos legumes e vegetais. Mas com esta redução, sinto que tenho mais energia e passo mais tempo saciada com as novas refeições. Tomámos esta decisão pela nossa alimentação mas também pelo impacto ambiental e abuso de animais. O uso de recursos para criação de animais para abate é ridiculamente alto. Com menos duas pessoas a contribuir para esse mercado, vamos fazendo a diferença aos poucos. 
Nota: isto foi eliminado nas nossas compras e o homem deixou mesmo de comer carne, mas eu ainda me posso deixar cair em tentação nalgum belo restaurante alentejano desse país ou experimentar especialidades quando viajo. Nunca digo "desta água não beberei".

16/01/2019

Rotina matinal: uma luta diária

A minha vida inteira lutei contra o despertador. Fosse ele uma máquina ou a minha mãe a chamar por mim. A única pessoa que me acordava só com o som de passos na direção do meu quarto era o meu pai. Ah meninos! Isso é que era levantar a correr, com o senhor Pai não se brincava em serviço!
Mas cresci e isso mudou... Ahah! Não mudou nada. Continuava a carregar no botão snooze e a deixar tudo para a última da hora. Foi só quando comecei a ter aulas aos sábados de manhã e a aproveitar o dia que notei o início da mudança. Percebi o que perdia ao acordar ao meio-dia todos os fins de semana.
Com horário de trabalho "nestum", como lhe chama a minha J., o despertador toca sempre cedo. Se quero passar o dia bem disposta isso começa numa manhã sem stress. Com a minha rotina matinal, acordar torna-se um momento de prazer e calma.

1. Deixo a roupa para o dia seguinte preparada ou simplesmente já decidida. Não mudo de ideias de manhã nem ando a perder tempo a olhar para o armário. É vestir e andar.

2. Ponho o alarme 15 minutos antes da hora em que devia acordar. Assim carrego no snooze, não para dormir mais, mas para acordar devagar e ao meu ritmo.

3. Abro de imediato os estores do quarto e da cozinha. Deixar entrar a luz para me habituar ao início de um belo dia. Até devia deixar os estores abertos um pouquinho para acordar com o nascer do sol, mas isso já não é para mim. Dormir no escurinho alegra-me a alma.

4. Deixo o almoço e lanches preparados. De manhã só tenho de pegar nos tupperwares, colocar no saco de pano e estou de mala feita.

5. Tomo sempre o pequeno-almoço com calma. Sou uma criatura de hábitos. Mega caneca de café e duas torradas com manteiga ou compota de morango. No verão posso trocar ocasionalmente por iogurte com cereais. Mas não me afasto do café.

6. Saio de casa 5 minutos antes da hora real a que deveria sair. Isto ajuda a que não ande apressada ou a desesperar com o tempo. Já me ajudou em ocasiões de imprevistos no metro.

Rotina

07/01/2019

Desafio “No Spend“ - Janeiro

Este primeiro mês vou tentar cumprir um desafio. Se já pratico um estilo de vida sem desperdício e quero também ser mais minimalista, achei que era perfeito tentar no primeiro mês do ano.
Só o decidi há uns dias mas fez sentido. Por sorte, ou já instinto, não comprei absolutamente nada até à data. Mas o que é que não "posso" comprar neste mês? Segue uma lista nada exaustiva do que me proponho a não adquirir durante Janeiro.

Não gastar em:
- Roupa
- Calçado
- Maquilhagem
- Acessórios 
- Tecnologia
- Livros
- Idas ao cinema
- Almoçar/Jantar fora (E isso inclui pedir pizza para casa...)
- Items para casa
- Viagens
- Gasolina (Ah pois é!)
- Uber

Permitido gastar em:
- Comida (Quer dizer... Claro, não é?! Mas daqui retiro a ocasional garrafa de vinho ou chocolate.)
- Despesas da casa
- Passe do metro
- Despesas de saúde (tenho uma consulta de rotina a meio do mês)

O que espero conseguir com este desafio?
Controlar (o restante) impulso consumista que me resta. Sinto que ainda puxo da carteira sem pensar em demasiadas ocasiões. Aprender no que realmente vale a pena investir ou apenas o timing perfeito. Para mim dinheiro em livros, viagens ou jantares com amigos nunca é dinheiro mal gasto. Mas como tudo na vida do comum mortal é preciso ter peso e medida.
Assim não só me proponho a um desafio e a uma poupança extrema neste mês como contribuo para o novo minimalismo cá de casa.
Acham que conseguiam cumprir este desafio? Quem diz um mês, diz um fim de semana ou uma semana.

NoSpend