07/05/2019

Travel | Itália: Roma, Vaticano e Nápoles

Acho que não compreendem o meu entusiasmo por ir a um país novo e cidades novas. Estava particularmente feliz por ir ao Vaticano e por ter duas cidades no itinerário. Tecnicamente, estivemos em dois países (Itália e Vaticano) e três cidades (Roma, Cidade do Vaticano e Nápoles).


Dia 1. Roma

Fomos de Lisboa a Roma num piscar de olhos e, por sorte, numa fila só nossa na zona executiva da TAP. Viajar com conforto... tão bom!
Ao chegar a Ponti, fomos logo deixar a bagagem no quarto. Amplo, cheio de luz, cama gigante, casa de banho enorme, uma vista giríssima para o bairro típico. O staff foi muito eficiente e simpático a estadia toda.
Na nossa rua havia também o Ristorante Porto, com um buffet italiano barato e cheio de comida deliciosa. Foi o nosso primeiro contacto com a cidade e não podia ter corrido melhor. Tive o meu choque inicial de em todo o lado haver água frisante (que odeio!) mas rapidamente nos deram uma garrafa reusável de água da torneira.
Daí começámos a caminhar... Passámos pelo Castelo Sant'Angelo, Piazza Navona, Panteão, Fontana di Trevi, Piazza di Spagna e Piazza del Popolo. Na Fontana di Trevi encontrámos todos os turistas do mundo, pelo que fugimos e tomámos aperitivo num rooftop com vista para a fonte.

Roma


Dia 2. Roma 
O segundo dia já estava marcado para visitar os museus do Vaticano às 10h30. Depois de um belo pequeno almoço no quarto, chegámos bem antes da hora reservada e fomos para a fila, que ainda estava pequenina, e em 5 minutos estávamos lá dentro. Nada dos pesadelos que tinha lido online! A visita do museu correu muito bem. Usámos um audioguide no nosso telemóvel e foi assim que tivemos uma visita com sentido e a perceber as nuances da arte e da paixão dos italianos tanto com cinzel como em tela. Passámos lá a manhã inteira com o final da visita marcada pela Capela Sistina (onde é proibido tirar fotos) que é muito bela, mas gostei mais de outros elementos do museu.
Depois de uma bela pizza napolitana, a tarde foi novamente passada a caminhar... a absorver a cidade. Vimos o Fórum e o Coliseu Romano mas não entrámos.  Demorámos o nosso tempo em cada local e enchemos a memória do telemóvel de fotos da cidade.
Acabámos o dia numa osteria no belo Travestere onde comemos pasta Cacio e Pepe divinal e o melhor (e segundo) tiramisú da minha vida! Aconselho a fazerem reservas se forem mais que duas pessoas porque os restaurantes enchem imenso. Mas como éramos só nós facilmente nos acomodavam com um sorriso e discurso rápido em italiano de boas vindas.

Roma

Roma

Dia 3. Vaticano
Domingo de Quaresma. Tivemos muita sorte porque a agenda do Papa o manteve em Roma. Era algo que ansiava muito por poder fazer, ver o Papa, e estar presente na Benção Papal no Domingo foi um momento especial.
Entrámos cedo na Cidade do Vaticano. As medidas de segurança são apertadas então para entrar já era necessário passar por pontos de segurança e raio X. Como o Papa só aparece às 12h, fomos visitar a Basílica de São Pedro durante duas horas. Estava a decorrer a missa que respeitámos e vimos a Igreja em silêncio e com atenção ao detalhe, graças ao nosso audioguia no telemóvel.
O momento da Benção Papal foi o ponto alto da viagem. Mesmo para quem não é católico, como o homem aqui de casa, é marcante e digno de se ver e ouvir. Não me alongo mais sobre o assunto, mas aconselho a verem o Papa se forem a Roma.
Depois continuámos a deambular pela cidade, passámos pela Sinagoga (há espaço para todas as religiões) e explorámos o Travestere num belo dia de sol. Fachadas de casa lindas, treliças com flores, gatos preguiçosos ao sol e finalmente o restaurante no coração do bairro. A fila assustava mas, lá está, é fácil sentar duas pessoas. Demorámos 15 minutos e ficámos na esplanada a observar turistas e italianos. Comi gnocchi alla vongole (gnocchi com ameijoas) e panacotta com morango. A primeira vez na vida que comi estes pratos e até fico a salivar de pensar na delícia que estavam.
Aproveitámos o combustível e fomos ver o Circus Maximus , as termas de Caracalla, Monumento a Vitor Emanuel II, Piazza Venezia. Chegámos ao final do dia esgotados então levámos um panini para comer no quarto enquanto víamos um filme.

Roma

Roma


Dia 4. Nápoles 

Dia de acordar cedo, chamar um carro e apanhar o comboio para Nápoles. Chegámos antes das 9h a outra cidade costeira e foi um choque. Nápoles é escura, fria e suja. Mas apesar de assustar ao início percebemos que é o que lhe dá mais encanto. É rude e crua e não quer saber! Afinal de contas nunca tinha visto uma loja que tanto vende cachorrinhos e gatinhos como armas e munição.
Roteiro: Piazza Plebiscito, Galeria Umberto I, segundo pequeno almoço no Gran Caffé Gambrinus, Quartiere Spagnoli, via Toledo, via Spaccanapoli, almoço na pizzeria mais antiga de Nápoles (e mundo?!) "L'Antica Pizzeria da Michele", que me deu a provar a melhor e mais simples pizza da minha vida. Atenção que chegando às 13h esperámos quase 2h para almoçar! Pagámos uma ninharia e voltaria a repetir este almoço, espera incluída, sem pestanejar. Voltámos a fazer a via Spaccanapoli e a passear no jardim com vista para o Vesúvio e ao final do dia apanhámos o frecciarossa que numa hora nos deixou em Roma.
Depois de deixar algumas coisas no quarto ainda fomos ver o Coliseu de noite e visitar a Fontana di Trevi que, quase deserta, nos fez perceber o encanto das suas esculturas. Oportunidade de foto só após a meia noite! haha

Roma


Roma

Dia 5. Roma
Mais um dia de caminhar sem rumo pela cidade, comprar umas lembranças e visitar o Campo de'Fiori onde deu vontade de trazer braçadas de flores e sacos de massa italiana. Ainda passámos pelo Vaticano no regresso.
Regressamos ao quarto para buscar as malas e apanhar o autocarro para o aeroporto. Mesmo a tempo porque depois de cinco dias de sol (só as noites eram frias), o céu rachou ao meio com trovoada e chuva torrencial.


Nota: As quantidades de massa e gelado consumidas durante esta viagem foram pecaminosamente altas e prejudiciais ao número que aparece na balança.

Travel
Uma lista engraçada, mas que nem seguimos oficiosamente. Fica o que fizemos.

29/04/2019

“Chapa ganha, chapa gasta“ ou como largar maus hábitos financeiros

Sempre fui muito poupada, há quem diga forreta, com os meus gastos. Mas quando era nova o dinheiro era uma mesada que vinha dos meus pais. Não era eu que o ganhava então custava-me bastante esbanjá-lo. Mais tarde, arranjei um part-time além de estudar e fazer voluntariado.
Mas nada se comparou ao ver o meu primeiro ordenado cair na conta. Toda uma emoção, deixem que vos diga! E nem o facto de ser o salário mínimo nacional da altura me abalou. Conseguimos durante meses fazer uma ginástica financeira que permitia pagar contas, poupar para o casamento, para viagens e mesmo assim ter um ocasional momento de "luxo" (diga-se jantar fora uma vez por mês ou encomendar pizzas). A vida melhorou, a carreira progrediu e isso ajudou imenso na nossa conta poupança e, claro, alterou o estilo de vida. No entanto, mantivemos o raciocínio de manter um controlo  apertado nas finanças.
Sempre mantive um conjunto de guidelines que ajudava este modo poupança ser apenas um estilo de vida.

financeiros

1. "Eu mereço"
Por andar cansada de tanto trabalhar ou suportar horários diferentes, é fácil cair na mentalidade de comprar isto ou aquilo como recompensa para nós próprios. E se mantivermos esse raciocínio numa base diária, os gastos vão ser diários. Não exagerando, nós merecemos fazer coisas e ir a sítios.... Por isso é só alterar o mindset. O que preferimos? Jantar fora em Lisboa ou em Roma/Paris/Atenas...? Comprar cinco peças de roupa ou experimentar o novo restaurante de luxo da cidade? Ter dois/três canais a pagar extra no plano TV que raramente usamos ou levar a família a passear mais vezes?

2. Não poupar para situações inesperadas
Ter um fundo específico para viagens ou um PPR é totalmente diferente de ter um fundo de poupanças para qualquer imprevisto. É importante caso o carro avarie ou o desemprego bata à porta subitamente ter poupanças para o simples acto de viver livre de stress até normalizar a situação. Não somos os EUA em que partir uma perna é sinal de bancarrota mas é bom ter viabilidade financeira para considerar todas as opções, público ou privado.

3. Gastos convenientes
Escolher entre preparar uma marmita para o trabalho ou simplesmente almoçar fora são gastos feitos por conveniência ou preguiça. Nada indicados para quem quer ter finanças estáveis. Quem diz comida, diz apanhar um Uber quando temos tempo de esperar pelo metro ou autocarro. 

4. Planear
Por vezes a preguiça vai avante e não planeamos com antecedência ou com o cuidado necessário. Seja para visitar várias agências de viagem e ter acesso ao melhor negócio seja para organizar a lista de compras no supermercado. Tudo o que seja planeado com tempo e cuidado leva a melhores decisões e oportunidades financeiras. Comprar voos com antecedência dá acesso a preços mais baratos, fazer uma lista de compras e não divagar no supermercado ajuda a comprar apenas o essencial. Por exemplo, eu levo isso um passo além e compro grão de bico seco (ou outras leguminosas) e faço o processo completo de demolhar, cozer e congelar porções. Requer planeamento mas não produzo lixo e fica a um preço irrisório, além de o sabor ser muito melhor.

5. Objetivos financeiros
Este ponto é muito importante. Enfiar dinheiro para uma conta só porque sim não é propriamente motivante. Estabelecer objetivos realistas ajuda a ficar motivado e a atingir esses números mais facilmente. Seja poder fazer uma viagem exuberante por ano, dar entrada para uma casa, comprar um carro novo, uma scooter elétrica ou até o telemóvel que sai daqui a um ano, é crucial manter o foco. Assim ao reservar um número redondo para poupanças, saber que pelo menos parte dele vai para esse objetivo ajuda a dizer recusar o ocasional gasto na Uber ou a pizza a meio da semana.


Numa nota final, não deixem para amanhã se realmente consideram começar a poupar. Não se fiem nas aparências dos outros e nos seus gastos. Costumo ouvir muito que lá porque conduzem um BMW não quer dizer que não comam nestum o mês inteiro.
O vosso salário ou rendimentos não determina o vosso valor ou a vossa estabilidade financeira. Depende apenas de nós criar o estilo de vida que realmente queremos, seja praticável daqui a 2 meses ou 2 anos.

22/04/2019

Life | momentos e outros dias especiais

Desde Janeiro que não partilho muito por aqui e estou em falta. Até podia dizer que a vida cinge-se a uma rotina e, apesar de ser parcialmente verdade, tive momentos únicos nestes últimos meses. Um deles foi a viagem a Itália, mas sobre isso faço um post separado. Por agora vou olhar para a agenda e puxar pela memória...

Fevereiro
Depois do mês sem fim que foi Janeiro, este mês foi mais recheado de emoção. Viajar "cá dentro" é sempre incrível, mesmo que repita os sítios preferidos.
Fomos a casa de uma amiga na Covilhã e passámos um fim de semana alargado incrível. A serra estava cheia de neve e uma quantidade aceitável de turistas. Fomos à torre, alimentámo-nos de queijo e pão, fizemos vários passeios e uma bela caminhada até ao Covão dos Conchos. Nem acredito que nunca tinha passado uns dias perto da Serra, é uma região linda e apesar de termos passados os dias a explorar ficou o aviso que nem metade vimos. 
Outro fim de semana foi passado mais a sul, especificamente Tavira. A nossa sobrinha do coração fez 1 aninho e não pudemos faltar à ocasião. Conversa, festa e muito andar agachada atrás da bebé que está imparável!

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Março
Houve um dia particularmente especial neste mês. Quase que nem nos apercebemos mas num piscar de olhos passou meio ano desde o casamento. Pizza e cerveja para os recém casados! eheh
Tivemos um fim de semana alargado só porque sim... Pedimos um dia de férias e fomos explorar a cidade novamente, desde o Terreiro do Paço até Belém, com imenso sol e conversa infinita.
Passámos os ultimos dias do mês em Itália. Foi sem dúvida uma viagem especial para ambos. Da qual partilharei dicas e fotos num futuro próximo.

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10/04/2019

Desafio “No Spend“ - os resultados

Como sabem deste post, comprometi-me a não gastar dinheiro em coisas não essenciais durante o primeiro mês do ano.
Estou aqui hoje para admitir que não consegui cumprir o desafio a 100%. Não vou dizer que foi um desastre total, refreei os gastos em imensas coisas e poupei ainda mais. Mas houve gastos que considero uma falha neste desafio, concretamente 3 situações distintas.
A falha menos grave foi uma peça de roupa. Precisava de um par de jeans escuras básicas e o modelo que queria da Zara (Join Life) esgotou rapidamente até antes dos saldos. No entanto fizeram reposição apenas do meu número e no comprimento perfeito com 50% de desconto. Então sim, gastei 9,95€ num par de jeans já no fim do mês.
A segunda falha foi uma atividade lúdica, por assim dizer. O Clube da minha empresa organiza atividades pontuais mega giras. E nesse mês organizou uma manhã na Xland (insufláveis e percursos de obstáculos). Alguma malta inscreveu-se, o marido também queria ir e eu achei uma tolice não ir quando o preço era uma ínfima parte do preço original. Inscrevi-me e lá fomos passar duas horas numa atividade muito divertida, exigente a nível físico e óptima para fazer um pouco de networking
A terceira falha foi derivada da manhã na Xland. Saímos de lá esfomeados e como estava um dia lindo de sol os nossos amigos convenceram-nos a ir almoçar fora. Havia um sítio de petiscos relativamente perto e com pratos de marisco e peixe fresco na ementa, não resistimos. Gambas salteadas com alho e um belo prato de salada de polvo... Enchemos a barriga e pagámos um preço bem simpático que nunca acharíamos em Lisboa.
Estas foram as falhas em 31 dias e todas na última semana do mês. Claro que o desafio não foi cumprido, mas sinto que podia ter sido muito pior. As tentações e os programas com amigos são frequentes e é complicado dizer que não a tudo durante tanto tempo. 
Mas cumpri e a minha conta bancária ficou com um aspecto mais gorducho. Sei que este post vem com atraso de alguns meses mas aproveito isso mesmo para contar que mantive o esforço de não gastar sem objetivo. Por exemplo, desde o final de janeiro comprei apenas duas peças de roupa. Torna-se um bom hábito e sobra mais para viagens e experiências - depois conto como foi a viagem a Roma.

Desafio