19/10/2019

Zero Waste: comida e produtos a granel

Maltinha!
Uma das perguntas mais comuns é sobre onde compro comida e outros produtos como pasta de dentes ou detergente para a roupa. De tudo o que me ajuda a produzir o menor desperdício possível. 
Pensando no que consumimos regularmente é complicado comprar tudo no mesmo sítio. Notamos que compramos cada vez menos em grandes superfícies. E que a comida sabe melhor devido à sua origem natural e biológica.

Hashtag Granel: arroz, massa, especiarias.
Nesta loja, na estrada de Benfica, compramos massa, lentilhas, caril, pimenta e açúcar de côco a granel. O arroz também o compramos aqui, de produção portuguesa e com certificados de produção orgânica embalado em saco de papelão de 2kg. Além disso começámos a levar as embalagens vazias para comprar detergente e amaciador para a roupa e detergente para lavar chão/outras superfícies. São produtos feitos com óleos reciclados e que não danificam o ambiente. Ou seja, as nossas descargas da máquina de loiça ou de roupa não vai libertar químicos tóxicos para os rios e mares. Yeay!
Também têm escovas de dentes de bambu, discos desmaquilhantes, desodorizante e protetor solar natural, copo menstrual e até champoo e condicionador a granel (para vários tipos de cabelo). 

Maria Granel: Chá, doces, chocolate, pastilhas dentífricas.
Esta é a segunda loja de venda a granel que está sempre na nossa rota. Atenção que a Hashtag também tem estes produtos, mas sempre os adquirimos na Maria Granel e ficámos fãs destes fornecedores específicos. 
O chá de hibisco é incrível, adoramos os doces (amêndoas caramelizadas) e vários tipos de chocolates. As pastilhas dentífricas compramos sempre aqui. Já tinha partilhado que a pasta dentífrica foi uma das substituições mais complicada, mas achámos esta alternativa que adoramos. Cada compra são 100gr de Denttabs que nos duram cerca de 3 meses. Muito mais do que pasta dentífrica, com uma pegada ecológica mínima e uma higiene oral irrepreensível com hálito a mentol.

Lush: Champoo, amaciador, sabonetes, máscaras de cabelo/rosto.
A Lush nas Amoreiras é o ponto de eleição para champoo sólido. Acho que já experimentámos todos e temos os nossos favoritos. Além do amaciador, compramos também sabonete para usar no duche e no lava-mãos. Também têm sabonete esfoliante e máscara para o cabelo incríveis. 
A loja tem produção vegan, não testam em animais e usa ingredientes naturais. Um bónus são as amostras que nos oferecem em cada compra. Vamos experimentando produtos novos e temos sempre sabonete extra.
Na loja online podem achar maquilhagem sem embalagem: bases, sombras, iluminadores, corretores.

Feira do Relógio: legumes, fruta, ervas aromáticas, azeitonas, sementes de chia, leguminosas.
Todos os domingos, o ano inteiro, a partir das 6h da manhã a Avenida Santo Condestável em Lisboa fecha e os feirantes instalam as suas carrinhas e produtos à espera da clientela. Eu adoro ir ao mercado! Levo sacos de pano, frascos de vidro e compro produtos nacionais, dentro da época, a granel e com preços imbatíveis. No domingo passado, pagámos 1€ por quase 1kg de espinafres. O senhor que vende azeitonas já me conhece e enche os frasquinhos adicionando um pouco de água depois de pesar para conservar melhor. Compramos grão de bico com um saco de pano e a vendedora retira o peso do saco. Ninguém quer saber se levamos saco de pano ou um frasco e trazemos a mochila cheia de ingredientes para caril, estufado, assados.
Podem comprar também queijo, enchidos, bacalhau, caracóis, panelas, roupa, calçado e inclusive almoçar por lá nas roulotes e padeiros (*saudades de comer pão com chouriço*).

Pingo Doce: enlatados, fruta, legumes, farinha.
O Pingo Doce é o nosso supermercado de bairro então é onde compramos os extras que não existem a granel ou que precisamos durante a semana para desenrascar. Fruta e legumes quando temos de desenrascar e só compramos se forem produtos nacionais e de época. Nada de comprar laranja espanhola ou maçãs do Brasil, lamento. Compramos pickles, atum em água e as farinhas Nacional para fazer pão na nossa máquina do LIDL. E todos os meses uns bons quilos de areia para os gatos embalada em papel. A ocasional caixa de gelados (sem invólucros de plástico) também vem do Pingo Doce. 

Como podem ver não compramos carne. Recentemente, o maridão deixou de comer peixe e agora é vegetariano. Eu continuo a consumir mas muito raramente e de modo mais sustentável possível.
Se tiverem dúvidas sobre algo que não mencionei aqui também podem perguntar. Tentarei adicionar ou pesquisar para vos dar alguma solução.

Waste

06/08/2019

Closet detox: a minha experiência

O mundo da moda. Um dos temas mais falados na comunidade de bloggers. E um dos tópicos que também já foi tema recorrente por aqui. Mas nunca foi muito sustentável para mim. Primeiro, nunca tive um estilo que achasse merecedor de ser destacado. Segundo, não tinha um leque de opções que resultasse em publicações constantes. Mas isso não significa que tivesse pouca roupa, calçado e acessórios.. 
Todas as épocas fazia uma "limpeza" ao armário. Enchia sempre um ou dois sacos de roupa para doar. Jeans, camisolas, casacos e até calçado. No entanto, continuava sempre a comprar. Não quebrava o ciclo vicioso. Saldos? Óptimo! Promoção? Siga! Não faz bem o meu estilo? Não faz mal, é barato. Erro, erro, erro! Graças a este comportamento tinha sempre um fluxo de roupa a entrar em casa e, consequentemente, a sair. 
Foi ao começar a pesquisar sobre um estilo de vida menos impactante no planeta e mais minimalista que me apercebi do meu comportamento errático. Algo tinha de mudar e drasticamente. 

Regra "Vou Esperar": Espero, no mínimo, três semanas para adquirir uma nova peça. Analiso as minhas escolhas (sustentáveis, mas falamos disso noutro post) e espero. Levo a minha vida normal várias semanas. Se perceber que realmente necessito daquele par de calças, botas ou roupa de cama, finalizo a minha escolha e compro. O que acontece na maioria das situações é que não preciso daquele item e acabo por não comprar.

Comprar menos: Depois da regra de esperar, adquiro ainda menos coisas. Só porque dava jeito ter duas t-shirts brancas, não significa que compre. Lavo, uso e reuso. Eu já sou uma criatura de hábitos pois todas as épocas tenho as minhas roupas preferidas que uso há anos e estão em perfeitas condições. Ao definir o meu gosto reduzo não só a minha vontade de comprar roupa como também mantenho um closet minimalista.

Escolher cuidadosamente: Ao comprar cada vez menos roupa preciso ter cada vez mais cuidado com o que compro. Podem ter a certeza que uma t-shirt de 9.99€ da Zara vos dura muito menos que um produto feito com qualidade, de comércio justo e produção sustentável. Há imensa roupa de produção portuguesa com uma qualidade incrível. E é nesses items que me vou focar. Roupa incrível e feita no nosso cantinho do mundo.

Fazer durar: Se o produto é bom, já é meio caminho andado. Se tivermos ainda mais cuidados na lavagem e ao usar as peças, existe roupa que dura uma vida. Interessa também escolher peças intemporais. Algo que se visualizem a vestir tanto com 26 anos como com 40 anos. Há momentos em que morro de amores por vestidos lindos que sei que me vão cansar em três tempos. Já aprendi a dizer "não" e estou no bom caminho para um closet simples e coerente que me dê prazer vestir 12 meses por ano.

Posso dizer-vos que após meses de detox e regras, estou muito satisfeita com o meu closet. Dei imensa roupa à minha afilhada e a instituições, transformei t-shirts em panos de limpeza e reorganizei o armário. Estão a ver a imagem abaixo? Metade é meu, metade do marido. Também adicionei uma mini estante entre o armário e a parede, que tem um total de 10 pares de calçado (faltam contar outros 5/6 pares de calçado diverso). Claramente tenho calçado a mais e é do que menos compro. Mas na minha metade do armário tenho toda a minha roupa com excepção de dois casacões, três vestidos de inverno, pijamas (5/6 conjuntos), roupa interior e roupa de ginásio (3/4 conjuntos).
Conseguiam fazer um detox semelhante?

Closet

24/07/2019

Rotina noturna: dicas para o final do dia

O post sobre a minha rotina matinal teve tanto sucesso que achei melhor partilhar também as minhas dicas antes de ir dormir. Esta é a rotina que mais quebro e cometo erros. Mas tem espaço para evoluir e sem dúvida que é prioritário dar valor ao meu tempo e ao meu descanso.


1. Sair do ecrã
A nossa casa tem um sistema muito inteligente que, de domingo a quinta, desliga a TV automaticamente à meia-noite. Sinceramente, já costumo estar a dormir a essa hora, mas é sempre bom relembrar que temos de desligar o monstro para ir descansar. Em relação ao telemóvel, tem sido mais complicado largá-lo. O objectivo é não lhe mexer na hora que antecede o momento de ir dormir mas só o tenho pousado cerca de meia hora antes. Algo a melhorar.


2. Última passagem na cozinha

Lembram-se de ter dito que de manhã só tinha de pegar nos tupperwares? Portanto, assim que largo a tecnologia verifico o meu almoço, lanches, se há água fresca no frigorífico para levar no dia seguinte, este tipo de coisas. Poupa imenso tempo de manhã. Normalmente é simples, visto que cozinhamos em quantidade aos fins de semana para ganharmos tempo durante os dias de semana. 


3. Higiene e rotina de beleza

Isto soa muito chique mas comigo é bem simples, tirando os dias em tomo duche antes de ir dormir. Lavo os dentes, lavo a cara com sabão, aplico um pouquinho de creme hidratante no rosto, coloco umas gotas de óleo hidratante nas pontas do cabelo, passo creme Nivea no corpo (quando me lembro...) e acabou a rotina. Faz-me sentir bem, não me dá trabalho e reduzo a quantidade de produtos que besunto no corpo.

4. Comunicação
Trabalhamos juntos e vivemos juntos, mas isso não quer dizer que não existam falhas de comunicação. Portanto, antes de ir dormir, além do incessante tagarelar ao qual o sujeito a todo o instante, falamos sobre o dia seguinte. Se vamos levar o carro ou usamos o metro (como em 99% dos casos), se há algum recado a fazer, se ele tem reuniões ou eu tenho um horário diferente. Dá tempo para ajustarmos o nosso dia e as nossas necessidades. Tanto eu posso ir fazer algo e ele vai para casa ou eu ficar no sofá e ele estar ocupado com amigos.
Para quem não tem um par em casa, é uma boa altura para delinear o próprio dia e planear algo que tenha que ser inserido no dia seguinte. Ajustar as expectativas é meio caminho andado para encarar o dia.

5. Desligar
O último passo da minha rotina já é feito na cama, estores fechados, gatos a ronronar e luzes desligadas. Tenho imensa dificuldade em parar a montanha russa que são os meus pensamentos. Sou hiper imaginativa e fico a divagar durante horas se for preciso. Então, antes de dormir, tento pensar em tudo fiz durante o dia, sentir-me agradecida pelas coisas boas e perceber que o amanhã é perfeito para melhorar o que que não foi assim tão bom. Parece tolice, mas ajuda a arrumar as ideias e a visualizar os nossos objectivos.

Rotina

07/05/2019

Travel | Itália: Roma, Vaticano e Nápoles

Acho que não compreendem o meu entusiasmo por ir a um país novo e cidades novas. Estava particularmente feliz por ir ao Vaticano e por ter duas cidades no itinerário. Tecnicamente, estivemos em dois países (Itália e Vaticano) e três cidades (Roma, Cidade do Vaticano e Nápoles).


Dia 1. Roma

Fomos de Lisboa a Roma num piscar de olhos e, por sorte, numa fila só nossa na zona executiva da TAP. Viajar com conforto... tão bom!
Ao chegar a Ponti, fomos logo deixar a bagagem no quarto. Amplo, cheio de luz, cama gigante, casa de banho enorme, uma vista giríssima para o bairro típico. O staff foi muito eficiente e simpático a estadia toda.
Na nossa rua havia também o Ristorante Porto, com um buffet italiano barato e cheio de comida deliciosa. Foi o nosso primeiro contacto com a cidade e não podia ter corrido melhor. Tive o meu choque inicial de em todo o lado haver água frisante (que odeio!) mas rapidamente nos deram uma garrafa reusável de água da torneira.
Daí começámos a caminhar... Passámos pelo Castelo Sant'Angelo, Piazza Navona, Panteão, Fontana di Trevi, Piazza di Spagna e Piazza del Popolo. Na Fontana di Trevi encontrámos todos os turistas do mundo, pelo que fugimos e tomámos aperitivo num rooftop com vista para a fonte.

Roma


Dia 2. Roma 
O segundo dia já estava marcado para visitar os museus do Vaticano às 10h30. Depois de um belo pequeno almoço no quarto, chegámos bem antes da hora reservada e fomos para a fila, que ainda estava pequenina, e em 5 minutos estávamos lá dentro. Nada dos pesadelos que tinha lido online! A visita do museu correu muito bem. Usámos um audioguide no nosso telemóvel e foi assim que tivemos uma visita com sentido e a perceber as nuances da arte e da paixão dos italianos tanto com cinzel como em tela. Passámos lá a manhã inteira com o final da visita marcada pela Capela Sistina (onde é proibido tirar fotos) que é muito bela, mas gostei mais de outros elementos do museu.
Depois de uma bela pizza napolitana, a tarde foi novamente passada a caminhar... a absorver a cidade. Vimos o Fórum e o Coliseu Romano mas não entrámos.  Demorámos o nosso tempo em cada local e enchemos a memória do telemóvel de fotos da cidade.
Acabámos o dia numa osteria no belo Travestere onde comemos pasta Cacio e Pepe divinal e o melhor (e segundo) tiramisú da minha vida! Aconselho a fazerem reservas se forem mais que duas pessoas porque os restaurantes enchem imenso. Mas como éramos só nós facilmente nos acomodavam com um sorriso e discurso rápido em italiano de boas vindas.

Roma

Roma

Dia 3. Vaticano
Domingo de Quaresma. Tivemos muita sorte porque a agenda do Papa o manteve em Roma. Era algo que ansiava muito por poder fazer, ver o Papa, e estar presente na Benção Papal no Domingo foi um momento especial.
Entrámos cedo na Cidade do Vaticano. As medidas de segurança são apertadas então para entrar já era necessário passar por pontos de segurança e raio X. Como o Papa só aparece às 12h, fomos visitar a Basílica de São Pedro durante duas horas. Estava a decorrer a missa que respeitámos e vimos a Igreja em silêncio e com atenção ao detalhe, graças ao nosso audioguia no telemóvel.
O momento da Benção Papal foi o ponto alto da viagem. Mesmo para quem não é católico, como o homem aqui de casa, é marcante e digno de se ver e ouvir. Não me alongo mais sobre o assunto, mas aconselho a verem o Papa se forem a Roma.
Depois continuámos a deambular pela cidade, passámos pela Sinagoga (há espaço para todas as religiões) e explorámos o Travestere num belo dia de sol. Fachadas de casa lindas, treliças com flores, gatos preguiçosos ao sol e finalmente o restaurante no coração do bairro. A fila assustava mas, lá está, é fácil sentar duas pessoas. Demorámos 15 minutos e ficámos na esplanada a observar turistas e italianos. Comi gnocchi alla vongole (gnocchi com ameijoas) e panacotta com morango. A primeira vez na vida que comi estes pratos e até fico a salivar de pensar na delícia que estavam.
Aproveitámos o combustível e fomos ver o Circus Maximus , as termas de Caracalla, Monumento a Vitor Emanuel II, Piazza Venezia. Chegámos ao final do dia esgotados então levámos um panini para comer no quarto enquanto víamos um filme.

Roma

Roma


Dia 4. Nápoles 

Dia de acordar cedo, chamar um carro e apanhar o comboio para Nápoles. Chegámos antes das 9h a outra cidade costeira e foi um choque. Nápoles é escura, fria e suja. Mas apesar de assustar ao início percebemos que é o que lhe dá mais encanto. É rude e crua e não quer saber! Afinal de contas nunca tinha visto uma loja que tanto vende cachorrinhos e gatinhos como armas e munição.
Roteiro: Piazza Plebiscito, Galeria Umberto I, segundo pequeno almoço no Gran Caffé Gambrinus, Quartiere Spagnoli, via Toledo, via Spaccanapoli, almoço na pizzeria mais antiga de Nápoles (e mundo?!) "L'Antica Pizzeria da Michele", que me deu a provar a melhor e mais simples pizza da minha vida. Atenção que chegando às 13h esperámos quase 2h para almoçar! Pagámos uma ninharia e voltaria a repetir este almoço, espera incluída, sem pestanejar. Voltámos a fazer a via Spaccanapoli e a passear no jardim com vista para o Vesúvio e ao final do dia apanhámos o frecciarossa que numa hora nos deixou em Roma.
Depois de deixar algumas coisas no quarto ainda fomos ver o Coliseu de noite e visitar a Fontana di Trevi que, quase deserta, nos fez perceber o encanto das suas esculturas. Oportunidade de foto só após a meia noite! haha

Roma


Roma

Dia 5. Roma
Mais um dia de caminhar sem rumo pela cidade, comprar umas lembranças e visitar o Campo de'Fiori onde deu vontade de trazer braçadas de flores e sacos de massa italiana. Ainda passámos pelo Vaticano no regresso.
Regressamos ao quarto para buscar as malas e apanhar o autocarro para o aeroporto. Mesmo a tempo porque depois de cinco dias de sol (só as noites eram frias), o céu rachou ao meio com trovoada e chuva torrencial.


Nota: As quantidades de massa e gelado consumidas durante esta viagem foram pecaminosamente altas e prejudiciais ao número que aparece na balança.

Travel
Uma lista engraçada, mas que nem seguimos oficiosamente. Fica o que fizemos.